A União Europeia (UE) e o Japão realizam esta terça-feira uma cimeira em Tóquio, onde devem assinar um acordo de comércio livre com o objectivo de estreitar as relações e impulsionar as suas economias.

Depois da cimeira de hoje, em Pequim, com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, reúnem-se terça-feira com o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, em Tóquio.

 

O principal objectivo deste encontro é a assinatura dos acordos de Associação Económica e Parceria Estratégica que foram concluídos em Dezembro passado, mas que ainda não foram assinados.

Estes acordos entre Bruxelas e a terceira economia mundial são uma oportunidade de lançar uma mensagem forte a favor da liberalização da economia e do livre comércio, ao contrário da tendência proteccionista dos Estados Unidos, depois da chegada ao poder de Donald Trump, que tem desencadeado tensões comerciais.

O acordo comercial entre a União Europeia e o Japão procura aproximar os dois parceiros que, juntos, representam 40% do comércio e 30% do PIB mundial.

Uma vez em vigor, o tratado permitirá a liberalização de 94% das importações da UE para o Japão, uma actividade económica que actualmente chega a 86 mil milhões de euros e que gera 600 000 empregos na UE, segundo dados da Comissão Europeia.

Depois da China, o Japão é o segundo maior parceiro comercial na Ásia dos países membros da UE e Bruxelas é o terceiro maior parceiro do país asiático em volume de comércio depois dos EUA e de Pequim.

O acordo que vai ser assinado entre a União e o Japão não vai entrar em vigor para já, pois é necessário a aprovação dos parlamentos dos países envolvidos, faltando ainda definir um mecanismo de resolução de disputas entre os Estados e investidores.

Bruxelas e Tóquio ainda não conseguiram chegar a acordo sobre esta matéria, mas as autoridades japonesas esperam que este mecanismo seja assinado “o mais rápido possível”.