Portugal terá, este ano, uma presença reforçada na Feira Internacional de Luanda (FILDA), comprovando o ambiente favorável às relações luso-angolanas no plano político e económico, disse à “Lusa” o presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP).

 

“Há um desanuviamento da tensão política que existia e felizmente está ultrapassada”, destacou Paulo Nunes de Almeida, acrescentando que a presença institucional portuguesa na feira, através do secretário de Estado da
Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, e do presidente da entidade que promove o investimento e comércio externo (AICEP), Luís Castro Henriques, “é demonstrativa de que as relações políticas e diplomáticas” melhoraram, o que é também decisivo para os negócios e para que estes fluam “de forma mais agradável”.

Este ano são 19 os expositores portugueses na FILDA (foram 16 há um ano), segundo a AEP, que organiza, juntamente com a Câmara de Comércio e Indústria Portugal – Angola (CCIPA) e a AICEP Portugal Global, a presença
portuguesa na 34.ª edição do certame, que decorre entre amanhã, 10, e dia 14.

O reforço reflecte o novo impulso das exportações portuguesas para este mercado, que voltaram a crescer em 2017.

“Neste momento, temos mais de 5 000 empresas activas, muitas a exportar pela primeira vez, e em 2017 surgiram mais 235 empresas do que no ano anterior, o que é revelador da dinâmica de entrada de novas empresas”, sublinhou o responsável da AEP.

Paulo Nunes de Almeida realçou o peso de Portugal na balança comercial angolana, tratando-se do segundo maior fornecedor do país africano, mas adiantou igualmente que as empresas portuguesas não estão apenas “numa lógica de exportação”, apostando também na internacionalização e investimento no mercado angolano.

Entre os sectores com mais potencial, indicou que se mantém “a presença forte no agro-alimentar”, mas existem também oportunidades a nível do fornecimento como equipamentos, materiais de construção, metalurgia e metalomecânica, tecnologias de informação e comunicação, logística, e capacitação, sendo esta mostra
multisectorial “incontornável” para desenvolver contactos e apresentar os seus bens e serviços aos visitantes.

“Além do dinamismo do lado português, também Angola espera um aumento do número de visitantes”, disse o líder da AEP.

Mais de 350 expositores de empresas oriundas de 13 países, participam este ano na FILDA, que decorre na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEELB), sob o lema “Diversificar a Economia, Desenvolver o Sector Privado”.

 

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