A economia mundial deverá crescer 3,7% em 2018, de acordo com o Outlook 2018 do BiG Research. Será “um dos níveis mais elevados de crescimento anualizado na década”.

O estudo do banco antecipa uma dupla aceleração entre o crescimento das economias emergentes (4,85%) e desenvolvidas (2,03%). A inflação deverá, de acordo com o BiG Research, manter-se.

Por regiões, a entidade dá nota que “a próxima recessão nos EUA não se materializará nos próximos dois anos” e que a economia norte-americana se encontra “num dos mais longos períodos de expansão desde o pós-guerra”.

Na Europa, “o nível de crescimento económico é o mais elevado de toda a década de 2010”. Tal como em outras regiões, “este nível de crescimento não tem acarretado pressões inflacionistas relevantes”, indica o BiG Research.

Os analistas do BiG veem “sinais positivos” no Japão, os quais, salientam, “atraem atenção, traduzindo-se na melhoria de indicadores como o saldo da conta corrente que fixou máximos relativos, bem como pelo facto de se assistir a um crescimento gradual dos salários anualizados (leituras mensais)”.

Em relação à China, o banco indica que a inflação continua a ser o indicador-chave. “Por muito endividamento ou ‘shadow banking’ que o país tenha abarcado nos últimos anos, devido à centralização da sua economia, a inflação parece ser a variável que representa mais risco para o país. A inflação manteve-se contida em 2017 e, em função da subida das taxas de juro nos mercados obrigacionistas, espera-se que permaneça baixa durante 2018”, refere o BiG Research.